Segmento de cosméticos registra alta no primeiro semestre

Segundo dados da Circana, empresa de análise do comportamento de consumo, os primeiros sete meses deste ano foram positivos para o setor brasileiro de beleza, contabilizando R$ 2,3 bilhões, um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2022.

No entanto, quando analisados os dados de vendas por unidades, observou-se uma retração de 2%. Essa queda se deve principalmente pela performance do segmento semisseletivo e massivo, que decresceram em todas as categorias.

Ainda de acordo com a Circana, quando levantados os dados que contemplam as marcas de luxo, as vendas unitárias superam em 12% os números de 2022.

A categoria de maquiagem foi a mais afetada durante a pandemia, mas já conseguiu retomar aos patamares de 2019. Desde 2022 o segmento cresce e já registrou alta de 33% em valores neste ano. O crescimento foi impulsionado pela entrada de novas marcas internacionais e pelos produtos focados em lábios.

Já o segmento de fragrâncias, que representa mais de 60% das vendas dos produtos de luxo, desacelerou, mas ganhou protagonismo nas redes sociais. Ela registra o menor crescimento do mercado, tanto em valores como em unidades, depois de anos de alta performance.

Entre as estratégias vencedoras, o foco em lançamentos de fragrâncias de alta concentração ganha espaço nas prateleiras das opções masculinas, principalmente. Além disso, a categoria ganha um grande aliado dentro das redes sociais: o TikTok. A ferramenta se tornou uma influência poderosa na descoberta e compra de fragrâncias pelos consumidores, com hashtags de alta conversão acumulando bilhões de visualizações.

A categoria de skincare também registrou crescimento, com destaque para produtos com benefícios em hidratação, limpeza e multibenefícios. Já a subcategoria líder como especialistas em idade, com foco em rugas e linhas de expressão, registrou uma queda de 3% nas vendas em unidades.

Destaque também para produtos corporais como body sprays e cremes para regiões localizadas, que cresceram 51% nas vendas.

Fonte: ABRE

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